terça-feira, 20 de março de 2018

Grande Expediente


Peres homenageia trabalho das igrejas nos presídios 
e nos centros de recuperação de drogadição


Foto Marcelo Bertani
O deputado Sergio Peres (PRB) ocupou o período do Grande Expediente da sessão plenária, na tarde de 20 de março, para falar sobre o trabalho realizados pelas igrejas nos presídios e nos centros de recuperação de dependência química no Rio Grande do Sul. Ele apontou os entraves encontrados pelos voluntários para desenvolver o trabalho nestes locais e ressaltou a “expressiva reinserção social” de apenados e de pacientes que recebem auxílio espiritual.

As dificuldades para o exercício da evangelização, segundo o parlamentar, estão relacionados à falta de entendimento das instituições e por ausência de estrutura mínima para o atendimento da demanda. “O auxílio espiritual não traz ônus ao Estado, e os evangelizadores realizam um trabalho essencial à recuperação humana, que hoje o poder público não consegue alcançar”, argumentou, lembrando que eles prestam também assistência social e espiritual às famílias.

Na sua opinião, é preciso facilitar o ingresso dos evangelizadores nas casas prisionais, pois “eles não representam ameaça, mas um reforço para a pacificação”. “No entanto, nem sempre as instituições contam com a estrutura necessária para que esse trabalho seja desenvolvido. O que nós percebemos é que existe boa vontade da administração do presídio, mas faltam servidores para garantir condições pra evangelização”, declarou. 

Peres afirmou ainda que a assistência espiritual estimula a revisão da conduta pelo próprio apenado, com resultados positivos demonstrados na diminuição dos índices de reincidência no crime. Salientou também que a prática é um direito assegurado pela nossa Constituição Federal e pela Lei de Execução Penal. “A mudança de comportamento social é verificada pelas famílias, por servidores da segurança pública e por dirigentes de penitenciárias”, enfatizou.

População carcerária

Presidente da Comissão Especial para Tratar da Função Social das Igrejas, instalada na Assembleia Legislativa em 2016, Peres considera que o aumento da população carcerária, que triplicou nas últimas duas décadas, tem dificultado a instituição de programas de ressocialização. Para ele, a aprendizagem de um ofício ou o estudo, isoladamente, não são capazes de “tirar o apenado do crime. “O apoio espiritual se faz necessário porque não há recuperação do ser humano enquanto não houver revisão dos valores que conduzem suas ações”, defendeu.

O Poder Público, segundo ele, precisa olhar para os homens e mulheres que sairão das prisões e que precisarão se alimentar, resolver seus problemas, trabalhar e sustentar suas famílias. “E a sociedade também precisa, finalmente, enxergar a população encarcerada como parte de si”, preconizou.

Ressaltou, por outro lado, a existência de “provas vivas de que todo homem é maior que o seu erro”, em referência aos apenados que se recuperaram. “Punir o crime e recuperar o homem. Este deve ser o caminho”, finalizou.

Os deputados Missionário Volnei (PR), Pedro Pereira (PSDB), Vilmar Zanchin (PMDB), Nelsinho Metalúrgico (PT), Maurício Dziedricki (PTB), Liziane Bayer (PSB), Silvana Covatti (PP) e Ronaldo Santini (PTB) também se manifestaram por meio de apartes.

                                                                Foto Marcelo Bertani
Honraria

Após o pronunciamento, foi concedida, por proposição de Peres, a Medalha da 54ª Legislatura ao Pr. Jefferson Mesquita da Silva, coordenador do projeto Universal nos Presídios, que reúne hoje 900 voluntários no Rio Grande do Sul, onde atende 40 casas prisionais.  Evangelizadores da região metropolitana lotaram as galerias para prestigiar a homenagem.                                                                          


Matéria produzida pela Agência de Notícias da Assembleia Legislativa RS

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