A atenção às demandas das entidades que gerenciam Bandas Marciais e Fanfarras foi um dos temas em destaque nesta semana em meu mandato parlamentar.
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Bandas e Fanfarras
Cidadania e Direitos Humanos
Audiência vai apurar situação do Hospital Psiquiátrico São Pedro e Colônia Itapuã na pandemia
O requerimento de audiência pública foi apresentado pelo deputado Jeferson Fernandes (PT), que recebeu solicitação de profissionais da área da saúde, em especial psiquiatras e psicólogos com atuação no Hospital Psiquiátrico São Pelo e no Hospital Colônia Itapuã, preocupados com a precariedade dos cuidados desses dois locais que atendem vulneráveis durante a pandemia do novo coronavírus. Fernandes não descarta a possibilidade de uma diligência a esses hospitais, para apuração in loco da situação dos internos. A audiência não teve a data agendada e será realizada, inicialmente, em modo de videoconferência.
Os deputados também aprovaram na Ordem do Dia o parecer favorável do deputado Airton Lima (PL) ao Projeto de Lei 176/2019, do deputado Luiz Henrique Viana (PSDB), que altera a Lei nº 13.320 de 21 de dezembro de 2009, que consolida a legislação relativa à pessoa com deficiência no RS.
Lei Maria da Penha
O presidente da CCDH, Sergio Peres (Republicanos), registrou os 14 anos de vigência da Lei Maria da Penha, “mecanismo para combate à violência doméstica e familiar, com medidas de prevenção e punição para os agressores”, apontado pelo deputado como “o melhor instrumento legal que temos para o enfrentamento da violência contra a mulher, que é uma doença social, desrespeita o ser humano e desestrutura a família e causa danos físicos e emocionais para a vida toda, além de provocar a morte de mulheres e meninas no país”. Enfatizou a ampliação desse ambiente de violência doméstica durante o isolamento social exigido pela pandemia da Covid-19, pedindo união da sociedade para enfrentar essa “chaga social”.
Referiu a impressão pela CCDH de 18 mil exemplares da Lei Maria da Penha, cuja distribuição tem contribuído para alcançar informação e modos de acessar os espaços de proteção às mulheres vítimas dessa violência. Airton Lima comentou o aumento de 24% da violência doméstica no RS durante a pandemia, estimulando a prática da denúncia pela sociedade de situações de abuso e violência contra as mulheres através do 180, o Disque Denúncia 181, o 190 da Brigada Militar ou o telefone disponibilizado pela Polícia Civil, 51 984440606.
Relatorias
Cumpre prazo para emenda na CCDH o PL 266/2017, do deputado Ze Nunes (PT), que institui o Dia Estadual do Assalariado Rural no Estado do Rio Grande do Sul.
Na distribuição de matérias para relatoria, o PL 102/2019, do deputado Gaúcho da Geral (PSD), que dispõe sobre a criação e regulamentação das casas de abrigo no Rio Grande do Sul para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, ficou a cargo do deputado Airton Lima (PL). O PL 439/2019, da deputada Franciane Bayer (PSB), que dispõe sobre o ingresso e permanência de Cães de Terapia e Assistência, utilizados em Intervenções Assistidas com Animais, em locais públicos e privados terá como relator o deputado Rodrigo Maroni (Podemos), e o PL 71/2020, da deputada Franciane Bayer (PSB), que obriga os condomínios residenciais do Rio Grande do Sul a comunicar, aos órgãos de segurança, eventual ocorrência ou indício de violência doméstica e familiar contra mulheres, crianças, adolescentes ou idosos, será relatado pela deputada Sofia Cavedon (PT).
Emater e estágios na prefeitura de Porto Alegre
Em comunicado aos deputados, Sérgio Peres noticiou o recebimento de ofício da Emater em resposta à denúncia de violação de direitos dos empregados da instituição em reunião ordinária da CCDH. A Emater cumpre rigorosamente o estabelecido na legislação trabalhista, não havendo violação aos direitos dos empregados, informa o ofício, mostrando que a redução das licenças para servidores em processo de adoção familiar atendeu estudos técnicos e a estratégia de gestão adotada pela empresa. Sobre as transferências compulsórias, também atende regramento interno da instituição, e a respeito da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, no dia 22 de junho foi dada posse aos integrantes eleitos e habilitados para suas atividades.
De parte da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, a resposta ao ofício da CCDH foi no sentido de informar a data de 13 de cada mês para o pagamento de estagiários, monitores, bolsistas e afins, conforme calendário da Secretaria da Fazenda.
A deputada Sofia Cavedon insistiu em novo ofício à prefeitura de Porto Alegre, para apurar a situação das estagiárias vinculadas à educação infantil, cujas funções estavam ligadas ao cuidado de crianças na educação especial. Em sua maioria mulheres, tiveram seus contratos rescindidos pela prefeitura da Capital no início da pandemia e a CCDH busca informações sobre essa situação, até o momento sem esclarecimentos pelo prefeito Nelson Marchezan, a quem foi endereçado o ofício. Em Gravataí, conforme Cavedon, os estagiários foram recontratados, mas a jovem que prestou depoimento na comissão teve recusado seu retorno.
A reunião desta quarta-feira registrou a presença dos deputados Sergio Peres (Republicanos), Gaúcho da Geral (PSD), Airton Lima (PL), Issur Koch (PP), Rodrigo Maroni (Podemos), Jeferson Fernandes (PT), e as deputadas Sofia Cavedon (PT), Kelly Moraes (PTB), Luciana Genro (Psol).
Fonte: Agência de Notícias da AL/RS
terça-feira, 11 de agosto de 2020
Comissão recomendará à prefeitura da Capital instalação urgente do Centro de Operações de Emergência
O alerta é um dos encaminhamentos da audiência pública virtual realizada na manhã desta terça-feira (11) para debater a situação profissional e salarial do conjunto de educadores da Rede Conveniada de Instituições de Educação Infantil e da Rede Socioeducativa (Fasc), com o município de Porto Alegre.
Conforme a presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon (PT), a prefeitura de Porto Alegre ainda não instalou o Centro de Operações de Emergência (COE). Para ela, é fundamental a participação da rede conveniada de educação e assistência social para começar a pensar o futuro, as condições sanitárias e de higiene. "É preciso pensar a adaptação, o acolhimento das crianças e adolescentes e a volta às aulas".
Carolina Aguirre da Silva, presidente do Fórum das Entidades (Associação de Apoio ao Fórum Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente), que reúne cerca de 350 organizações da sociedade civil que atuam em Porto Alegre, informou que os funcionários da Secretaria de Educação do município e da Fundação de Assistência (Fasc) continuam afastados e recebendo valores estipulados na medidas provisória 936 (Benefício Emergencial). Ela esclareceu que a prefeitura tem enviado recursos para o funcionamento mínimo das entidades conveniadas, não possibilitando o complemento da renda dos servidores.
Volta às aulas
A deputada Luciana Genro (PSol) registrou preocupação com a falta de atuação da prefeitura em um tema com tantas variáveis a serem interpretadas. Para ela, é mais prudente que somente após a vacinação aconteça a volta às aulas.
Conselho de Educação
A representante do Conselho Municipal de Educação (CME/PoA), Elaine Timmen, disse que há uma angústia nas categorias envolvidas no problema. Ela relatou que o CME criou um Grupo de Trabalho (GT) para pensar nas dinâmicas da volta às aulas. Elaine contou que somente há 15 dias a Smed começou a distribuir ranchos para as famílias em vulnerabilidade. "Se não fosse as instituições parceiras, muito mais gente estaria passando fome", lamentou.
Segundo ela, muitas indagações precisam ser respondidas e não há na prefeitura quem oriente estas questões. A representante do Conselho explicou que o GT quer ouvir pais, servidores, MP, TCE e Conselho tutelar sobre as especificidades do trabalho a ser seguido. "Como o funcionário vai atuar? Crianças em berçário precisam de contato, do olhar", exemplificou. Elaine Timmen garantiu que a preocupação vai além do cumprimento dos protocolos sanitários.
Ordem do Dia
No período da Ordem do Dia, a Comissão aprovou os pareceres favoráveis aos projetos de lei 256 e 536, ambos de 2019, e um requerimento de audiência pública.
O PL 256/2019, proposto pelo deputado Aloísio Classmann (PTB), inclui no Calendário Oficial de Eventos do Estado o Estrelas do Laço - O Rodeio das Mulheres do Rio Grande do Sul. O deputado Ruy Irigaray (PSL) relatou a matéria.
O PL 536/2019, do deputado Luiz Marenco (PDT), relatada pelo deputado Gabriel Souza (MDB), declara o cachorro ovelheiro gaúcho como animal símbolo, reconhecendo-o como patrimônio cultural e genético do Estado do Rio Grande do Sul.
O colegiado acolheu também a solicitação da deputada Sofia Cavedon, presidente da CECDCT, de audiência pública para debater a alteração do difícil acesso das escolas da rede municipal de Porto Alegre.
Vista
A deputada Sofia Cavedon pediu vista ao projeto de lei (PL) 404/2019, que institui a Política de Educação Digital nas Escolas – Cidadania Digital. A proposição, de autoria do deputado Gabriel Souza (MDB), também assinada pelo deputado Vilmar Zanchin (MDB), foi relatada pelo deputado Ruy Irigaray (PSL). A iniciativa, que deve ser votada na próxima semana, motivou debate sobre o tema. Além do autor, se manifestaram favoravelmente ao PL, as deputadas Sofia Cavedon e Any Ortiz (Solidariedade) e o deputado Ruy Irigaray.
PL 404/2019
O estabelecimento de uma Política de Educação Digital nas Escolas – Cidadania Digital - tem como objetivo criar um ambiente virtual saudável, bem como promover ações de alfabetização digital que incentivem o uso consciente da Internet e das redes sociais. O PL define "Cidadania Digital" como o comportamento adequado, responsável e saudável relacionado ao uso da tecnologia, incluindo alfabetização digital, ética e segurança.
Participação
Participaram da reunião ordinária virtual as deputadas Sofia Cavedon (PT), presidente, Any Ortiz (Solidariedade) e Luciana Genro (PSOL) e os deputados Sergio Peres (Republicanos), Issur Koch (PP), Fernando Marroni (PT), Luiz Marenco (PDT), Gabriel Souza MDB), Gaúcho da Geral (PSD), Ruy Irigaray (PSL) e Rodrigo Maroni (Pros).
Agência de Notícias AL/RS
domingo, 9 de agosto de 2020
sábado, 8 de agosto de 2020
Live
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
Audiência Pública
Entidades querem aumento de compras da agricultura familiar para merenda escolar em Porto Alegre
A modalidade de aquisição adotada pela prefeitura de Porto Alegre exclui a agricultura familiar do fornecimento de alimentos para a merenda escolar. A situação foi revelada pelo próprio secretário de Educação do município, Adriano Neves de Brito, durante audiência pública da Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa, que tratou da merenda escolar na rede municipal no contexto da pandemia.
Segundo Brito, a Secretaria Municipal da Fazenda adotou o pregão pelo menor preço para comprar alimentos para a merenda escolar. A modalidade dificulta a participação dos agricultores familiares, que não têm escala de produção e nem preços competitivos. O secretário revelou que tem interesse de adquirir deste segmento, especialmente, alimentos orgânicos. Mas, para isso, será necessário alterar a forma de compra, o não está na alçada de sua pasta. Acredita, no entanto, que os agricultores possam se organizar e participar coletivamente dos pregões.
O cenário não agrada os representantes de entidades ligadas à educação e à segurança alimentar. Eles alegam que a legislação determina que, no mínimo, 30% das compras destinadas à merenda escolar venham da agricultura familiar. “Desde o início do atual governo, estamos mantendo tratativas, mas Porto Alegre não chega perto do que prevê a legislação”, apontou o coordenador da União das Cooperativas da Agricultura Familiar, Gervásio Plusinski.
Para reverter o quadro, a presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon (PT), propôs a constituição de um “fórum pela compra de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar”. A ideia, segundo ela, é reunir representantes das entidades para encontrar uma alternativa junto à prefeitura de Porto Alegre.
Pandemia
O secretário falou também sobre a distribuição de alimentos, adquiridos com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para famílias dos estudantes da rede municipal. durante a pandemia do novo coronavírus. Desde que as aulas foram suspensas em março, já foram distribuídos 800 toneladas e outras 500 deverão ser entregues até final de agosto. Conforme Brito, foram gastos, neste ano, R$ 7,5 milhões na compra de alimentos, valor 112% superior ao despendido no mesmo período de 2019.
Ele revelou também que a distribuição dos kits continuará em agosto, mas que em setembro o cenário é incerto. “Com a expectativa do retorno às aulas, temos que cuidar do estoque, pois o processo de compra requer certo tempo”, frisou.
Questionado sobre a disponibilidade de EPIs para o retorno das atividades escolares presenciais, o secretário revelou que já foram remetidos às escolas três mil protetores faciais e que outros três mil estão reservados para o momento em que forem reabertas.
Fonte: Agência de Notícias ALRS
Artigo
14 anos da Lei Maria da Penha
O dia 7 de agosto de 2006 marcou o início de uma importante caminhada, com a instituição da Lei 11.340, que apresenta mecanismos para combater a violência doméstica e familiar ao estabelecer medidas de prevenção e punições para as agressões. Na atualidade, é o maior dispositivo legal de enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.
A Lei Maria da Penha é considerada um avanço para combater uma doença social que desrespeita o ser humano, desestrutura famílias, causa danos físicos e emocionais, além de gerar a morte de mulheres e meninas em nosso País.
A cada duas horas, uma brasileira é morta em situação violenta, e uma em cada cinco mulheres afirma ter sofrido algum tipo de agressão por parte de um homem. E, especialmente neste ano de 2020, o isolamento social exigido pela pandemia do novo coronavírus criou um ambiente propício para a ampliação da violência doméstica e do desrespeito aos direitos da mulher.
Trata-se de uma realidade que chama todos nós, homens e mulheres, para a luta por mudança. Que sejamos capazes de assumir a responsabilidade de dar fim a essa chaga social.
Nesse sentido, a informação é um importante instrumento de combate a essa forma covarde de violência. Precisamos não só conhecer a Lei Maria da Penha, como também divulgá-la entre nossos familiares, vizinhos, amigos e colegas de trabalho.
Outra forma de combater, igualmente necessária, passa pelo modelo de educação das nossas crianças, em casa e na escola. De maneira especial, é preciso ensinar aos homens, desde a infância, a amar, respeitar e a defender as mulheres. E que todos nós saibamos colocar em prática esses ensinamentos, denunciando a violência que percebemos na vizinhança, entre familiares ou em nosso círculo social.
Cabe a cada um de nós conhecer, respeitar e divulgar esse instrumento legal, assumindo a missão de combater toda a forma de violência contra a mulher e, assim, participando desta urgente e importante jornada rumo à justiça social.
Deputado Estadual Sergio Peres
Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos









