domingo, 19 de julho de 2020

Campanha


Não basta você não ser racista.

Você e eu precisamos mudar esse modelo cultural que discrimina, maltrata, oprime e mata.
Eu convido você a fazer parte desta luta.
Não vamos nos calar diante de injustiças, não vamos permitir que nossos irmãos e irmãs continuem sofrendo qualquer tipo de alijamento.
Basta de racismo!


quarta-feira, 15 de julho de 2020

Sergio Peres propõe campanha contra o racismo após denúncias de ataques em série no RS


O deputado estadual Sergio Peres (Republicanos), que preside a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, deverá encaminhar à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa sugestão de campanha institucional contra o racismo e contra o crime virtual.

O registro de diversos ataques racistas no espaço virtual em atividades do movimento negro esteve em debate hoje (15) no órgão legislativo, que deverá acompanhar as denúncias encaminhadas ao Ministério Público e à Polícia Federal. O assunto reuniu depoimentos de professores universitários e ativistas de coletivos negros que relataram a presença de elementos desconhecidos em salas virtuais de discussão de temas relacionados à negritude, com o uso de sons que remetem aos macacos e imagens de violência e sexo. 

A comissão ouviu, por solicitação da deputada Luciana Genro (PSOL), os casos registrados de ataques racistas em salas virtuais que têm debatido, durante a pandemia, as questões que envolvem a população negra em cumprimento aos horários de atividades acadêmicas, dos Institutos de Educação e das Universidades. O outro assunto foi encaminhado pela deputada Sofia Cavedon (PT), a respeito de fragilidades do acordo coletivo de trabalho do governo com a Emater, que retirou direitos da licença-maternidade de famílias adotivas, entre outras restrições feitas aos servidores. 

No encaminhamento, Luciana Genro sugeriu realização de audiência pública com a presença das autoridades do Ministério Público e Polícia Federal responsáveis pela investigação dos casos relatados. “É evidente que há um ataque sistemático às atividades do movimento negro, não só de militância mas universitária, pesquisa e ensino, e isso é inaceitável”, referindo que os ataques virtuais somam-se à violência praticada pela polícia, de forma sistemática, contra a população negra e periférica no país. A CCDH vai acolher a documentação a ser encaminhada pelos depoentes, e deverá acompanhar as investigações em curso pelos órgãos federais. 

Elisete Santos, do Instituto Federal de Educação Campus Restinga, em Porto Alegre, relatou o primeiro episódio, acontecido no início de julho durante live organizada para debater o racismo a partir do olhar dos moradores da comunidade, cumprindo os estudos acadêmicos através das redes sociais durante a pandemia. Dois homens sem nome e sem rosto entraram na sala virtual e promoveram ataques racistas um pouco antes do início da live, liberando um som de macacos gritando, o que assustou os participantes e, logo em seguida, a equipe de comunicação desativou o áudio daquelas pessoas que retomaram o ataque com a desculpa de que “moravam em um zoológico e que o microfone estava aberto”. Em outro momento, imagens sexuais foram postadas no chat do evento com palavras de cunho racista. Elisete observou que um grupo de pessoas está se sentindo autorizada a promover práticas racistas, intolerância que vem crescendo em especial diante da organização do movimento negro, como ocorreu nos EUA depois da morte de Georg Floyd sufocado por um policial branco, um dos temas em debate na live da Restinga. 

Do Departamento de História da UFRGS, o professor José Rivair Macedo, que pertence ao Núcleo de Estudos Indígenas e Africanos, contou que os ataques cibernéticos estão se repetindo no ambiente acadêmico “em eventos ou situações que se colocam questões raciais ou afrobrasileiros”, como aconteceu no início de julho em palestra de professora sobre nutrição da população negra na Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, no curso de nutrição, quando um grupo de dez pessoas solicitou ingresso na sala virtual e na exposição sobre racismo e saúde promovendo xingamentos com tema racista e sexual, postaram fotos e imagens sem relação com o assunto e ameaçaram roubar senhas de cartões de crédito dos participantes. 

A experiência de Rivair Macedo aconteceu dia 11 de junho, em evento virtual de história antiga promovida pela Associação Nacional de Professores de História, da Universidade de Mato Grosso do Sul. O ataque cibernético teve início com vídeos, imagens desconfiguradas, sequências de cenas de filmes de cinema mudo, gritos de ordem bolsonaristas e fora PT, e em seguida foram mostradas cenas de sexo explícito, interrompido o evento que foi reaberto em outro link, com acesso controlado. A universidade anunciou providências para identificar os criminosos, mas Rivair observa que não se trata de fato isolado, pois professora de história da África da UNICAMP, vinculada ao movimento negro, sofreu ataque semelhante no início de junho quando proferia palestra sobre a diáspora negra. Outro episódio foi registrado em universidade do RJ e também em mostra on-line de cinema africano, cuja transmissão foi interrompida. “A sistemática é a mesma, vídeos anônimos, que forçam a interrupção da reunião, com gritos de ordem e pornografia, em eventos organizados por intelectuais, negros ou negras, e são gritos de ordem com cunho político, bolsonarista e racista”, afirmou. 

Vidas negras importam 

A socióloga Suelen Gonçalves, do grupo Ativismo e Pensamento de Mulheres Negras, alertou que se trata de racismo nas instituições, resultado das desigualdades estruturais do país e, em especial, no que diz respeito a gênero e raça, “é construção histórica de um país racista que não enfrenta o debate das nossas vidas”, apontando para a ocupação dos espaços acadêmicos através das políticas inclusivas e ações afirmativas em espaços acadêmicos majoritariamente compostos por elites e pela população não negra, “é nesse contexto que somos atacados”, resumiu. 

Do Coletivo Juntos Negros e Negras, Silas Machado, que é formando do curso de administração pública pela UFRGS, e coordenador do cursinho Emancipa Restinga, preparatório para jovens da periferia disputarem vagas nos Institutos Federais, observou que o momento político está autorizando essas manifestações de racismo. Ele estava na live relatada pela Elisete, e entende que as manifestações do presidente Jair Bolsonaro demonstram desprezo pela vida de modo geral e isso repercute nas vidas negras, que historicamente enfrentam a violência institucional da polícia, como é o caso do jovem Gustavo Amaral, que foi morto “em defesa imaginária do policial”. Essas ações presenciais estão se deslocando para o ambiente virtual, também, alertou Machado, destacando que os espaços da imprensa são majoritariamente brancos e o caso Georg Floyd polarizou essas diferenças, quando obriga a presença de negros para debater a questão negra, como aconteceu na GloboNews. Ele cobra resultado das investigações e da justiça, que em 90% das denúncias de racismo não acolhe e a vítima perde a ação. 

Sofia Cavedon relatou situação vivenciada em live de grupo de esquerda, com ataques no mesmo padrão, que encerrou a transmissão. Jeferson Fernandes também cobrou resultado das investigações. 

Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do RS

terça-feira, 14 de julho de 2020

Reforma tributária

Governo apresentou hoje a deputados estaduais as linhas gerais da reforma tributária do RS. A intenção do Poder Executivo é maximizar receitas, aumentar a taxa de investimento, modernizar, desburocratizar e garantir mais justiça fiscal. Saiba mais aqui:  http://www.al.rs.gov.br/agenciadenoticias/destaque/tabid/855/IdMateria/321068/Default.aspx

segunda-feira, 13 de julho de 2020

#ECA30anos




Nossas crianças, nossas riquezas, nosso futuro

Hoje celebramos os 30 anos da lei federal 8.069/1990, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado com a intenção de proporcionar, aos menores de 18 anos, o desenvolvimento físico, mental, moral e social condizentes com os princípios constitucionais da liberdade e da dignidade, preparando para a vida adulta.

A partir desse marco legal, crianças e adolescentes de todo o Brasil passaram a ser reconhecidos como cidadãos de direitos e deveres, considerados como pessoas em desenvolvimento, a quem o Estado deve prioridade absoluta.

O ECA é considerado um importante avanço na transformação positiva da realidade de nossas crianças, estabelecendo a elas os direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à cultura, ao respeito, à dignidade, à liberdade, à convivência familiar e comunitária. A lei também aborda questões de políticas de atendimento, medidas protetivas e socioeducativas, além de direitos relacionados à Constituição da República de 1988.

Contudo, para adolescentes em conflito com a lei, temos um sistema socioeducativo superlotado e incapaz de proporcionar a efetiva reabilitação. A necessidade de aperfeiçoar o Estatuto é reconhecida tanto por críticos, como por defensores de suas normas. A esse respeito, é importante lembrar que o ECA nunca se apresentou como iniciativa fechada e definitiva, mas como resultado de uma construção coletiva e permanente que precisa estar atenta às mudanças e demandas sociais.

Cabe à sociedade, à família e ao poder público zelar pela preservação da dignidade das crianças, deixando-as a salvo de qualquer tratamento desumano, violento ou constrangedor. É, portanto, dever de todos nós, impedir que elas sejam alvo de negligência, discriminação, violência, opressão, crueldade ou exploração, devendo ser punida qualquer ação ou omissão que atente aos seus direitos fundamentais.

Conhecer, divulgar e cumprir o ECA, promovendo a sua efetiva aplicação, são tarefas constituintes da nossa missão de colaborar na proteção integral de meninos e meninas, para que a Nação brasileira venha a construir, a partir de nossas crianças, uma sociedade livre, justa e solidária.


Deputado estadual Sergio Peres

Presidente da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos

sábado, 11 de julho de 2020

Eleições 2020

Republicanos anuncia coordenadorias regionais

Lideranças foram apresentadas em encontro virtual

O diretório estadual do Republicanos anunciou, neste final de semana, o lançamento de coordenadorias regionais de atuação político-partidária para as Eleições 2020. A estratégia visa facilitar ações de pré-campanha e de campanha eleitoral, descentralizando operações de suporte às lideranças municipais e implementando iniciativas regionais da legenda.

Nas eleições deste ano, o partido pretende lançar 52 candidatos a prefeito e 1.850 candidatos a vereador nos municípios gaúchos. Em reunião virtual neste sábado, foram apresentadas as diretrizes de trabalho das coordenadorias jurídica, contábil, de logística, de amparo tecnológico e de comunicação social, além das coordenadorias regionais. “O objetivo é monitorar, mediar e combinar esforços com a finalidade de avaliar, informar e prestar auxílio para os coordenadores regionais”, explica o vice-presidente da legenda no RS, deputado estadual Sergio Peres.

“Os coordenadores regionais serão o nosso canal com os municípios, integrando e agilizando ações como elos permanentes com pré-candidatos e equipes, tanto agora como na campanha eleitoral, quando o uso racional do tempo será decisivo para o nosso êxito”, observa o presidente do Republicanos no Rio Grande do Sul, deputado federal Carlos Gomes.

Coordenadorias Regionais Operacionais

Alvorada
Responsável: João Rodrigues
Municípios abrangidos: Arroio dos Ratos; Barrão do Triunfo; Barra do Ribeiro; Butiá; Cachoeirinha; Camaquã; Charqueadas; Chuvisca; Eldorado do Sul; General Câmara; Glorinha;
Gravataí; Guaíba; Minas do Leão; São Jerônimo; Tapes e Viamão.

Canoas
Responsável: Mack Wweingartner
Municípios abrangidos: Capela de Santana; Esteio; Maratá; Montenegro; Nova Santa Rita; Pareci Novo; Salvador do Sul; São Sebastião do Caí; Sapucaia do Sul e Triunfo.

Caxias do Sul
Responsável: Cássia Kuhn
Municípios abrangidos: Bento Gonçalves; Canela; Carlos Barbosa; Farroupilha; Flores da Cunha;
Gramado; Nova Pádua; Nova Petrópolis; São José dos Ausentes; São Marcos; Vacaria e Veranópolis.

Erechim
Responsável: Elves Palkewich
Municípios abrangidos: Aratiba; Áurea; Barão de Cotegipe; Barra do Rio Azul; Campinas do Sul;
Carlos Gomes; Centenário; Gaurama; Getúlio Vargas; Jacutinga; Mariano Moro; Nonoai; Paulo Bento; Ponte Preta; Rio dos Índios; São Valentim; Três Arroios e Viadutos.

Lajeado
Responsável: Márcio Rosni
Municípios abrangidos: Arroio do Meio; Bom Retiro do Sul; Cruzeiro do Sul; Estrela; Fazenda Vila Nova; Marques de Souza; Paverama; São José do Herval e Teutônia.

Novo Hamburgo
Responsáveis Maria de Lourdes Bauermann e Bozó
Municípios abrangidos: Araricá; Campo Bom; Dois Irmãos; Estância Velha; Ivoti; Lindolfo Collor; Portão; Presidente Lucena; São José do Hortêncio; São Leopoldo e Sapiranga.

Passo Fundo
Responsável: Josemar Darlan
Municípios abrangidos: Carazinho; Casca; Ciríaco; Chapada; Fontoura Xavier; Frederico Westphalen; Iraí; Lagoa Vermelha; Marau; Novo Barreiro; Santo Antônio do Planalto; Sarandi;
Seberi; São João da Urtiga; Tapejara; Tio Hugo; Tunas; Tupanci do Sul e Vila Maria.

Pelotas
Responsável: Waldomiro Lima
Municípios abrangidos: Arroio Grande; Canguçu; Capão do Leão; Herval; Jaguarão; Pinheiro Machado; Rio Grande e Santa Vitória do Palmar.

Santa Cruz do Sul
Responsável: Marcelo Corá
Municípios abrangidos: Cachoeira do Sul; Caçapava do Sul; Candelária; Encruzilhada do Sul;
Gramado Xavier; Pântano Grande; Rio Pardo; Vale do Sol; Vale Verde; Venâncio Aires eVera Cruz.

Santa Maria
Responsável: Júlio
Municípios abrangidos: Cacequi; Cruz Alta; Fortaleza dos Valos; Ibirubá; Júlio de Castilhos; Restinga Seca; Salto do Jacuí; Santiago; São Pedro do Sul e Tupanciretã.

Santa Rosa
Responsável: Cândido Staziaki
Municípios abrangidos: Alegria; Crissiumal; Horizontina; Humaitá; Ijuí; Independência; Panambi;
Porto Xavier; Santo Ângelo; São Borja; São Luiz Gonzaga; Três de Maio e Tucunduva.

Taquara
Responsável: Marilete Kayser
Municípios abrangidos: Igrejinha; Parobé; Rolante; São Francisco de Paula; Taquara e Três Coroas.

Torres
Responsável: Anderson Pavão
Municípios: Arroio do Sal; Balneário Pinhal; Capão da Canoa; Caraá; Cidreira; Maquiné; Osório; Santo Antônio da Patrulha; Terra de Areia; Tramandaí; Três Cachoeiras e Xangri-lá.

Uruguaiana
Responsável: Efraim Saltz
Municípios abrangidos: Alegrete; Bagé; Barra do Quaraí; Dom Pedrito; Itaqui; Quaraí; Rosário do Sul; Santana do Livramento e São Gabriel.


Fonte: Jornalistas Karine Bertani (MTE 9427) e Jorge Fuentes (MTE 16063)
Coordenação de Comunicação – Republicanos/RS

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Correio do Povo


Edição de 09/07/2020 do jornal Correio do Povo, editoria Opinião, p. 6.

Aniversário Universal


Há 43 anos, Deus escreveu uma história de verdade: a história da nossa mãe espiritual, que nos acolheu.
Com a Universal eu conheci a infinitude do amor de Deus e o sentido de estar na Terra. É o momento de agradecer por esses 43 anos de jornada dedicada à salvação, e de saudar todos os meus irmãos e irmãs na fé que também tiveram suas vidas transformadas pela Igreja Universal.
E o meu especial reconhecimento a todos os voluntários que dedicam suas vidas para diminuir o sofrimento humano levando a Palavra de Deus, ouvindo pessoas aflitas e levando mensagens de conforto e assistência social aos hospitais, presídios, embaixo dos viadutos e em tantos lugares onde muitos não querem estar. Deus abençoe todos!

quarta-feira, 8 de julho de 2020

Uruguaiana

Sergio Peres acolhe pleitos da comunidade escolar 
e do setor de eventos 

Jeberson Santos, Peres e Anderson Menezes
O deputado estadual Sergio Peres (Republicanos) recebeu, nesta quarta-feira (8), solicitações da rede de escolas de Educação Infantil, e dos trabalhadores do setor de eventos do município de Uruguaiana, trazidas pelo integrante da comissão executiva do Republicanos local, Anderson Menezes, e pelo empresário Jeberson Santos, presidente da Eventur.


Na carta encaminhada pela Escola Universo Mágico, a instituição chama a atenção para a situação da rede privada de ensino na pandemia da covid-19 e para a necessidade de ações governamentais de amparo aos trabalhadores, com foco no planejamento e na construção coletiva de políticas. “Não se pode estabelecer qualquer estratégia sem a escuta e sem a participação ativa dos profissionais da educação e das famílias”, sustenta o documento. A direção da escola alerta para a urgência em oferecer auxílio para a sobrevivência das unidades de ensino que, mesmo reduzindo o valor das mensalidades desde o mês de abril, passam por crise financeira ocasionada pelos altos índices de inadimplência neste período.


Setor de eventos


A situação das famílias dos trabalhadores que integram a cadeia produtiva de eventos também pautou a audiência. Os uruguaianenses entregaram ao deputado um ofício que expõe os principais obstáculos para os pequenos empresários do ramo de entretenimento, que completaram 100 dias sem trabalho, solicitando o retorno às atividades.

No documento endereçado pelo representante da Eventur, o empresário justifica que “as casas de festas e eventos são frequentadas, geralmente, por grupos de família e círculo social restrito. Além disso, de acordo com ele, os locais passam por rigorosa limpeza entre um evento e outro”. O texto também pondera que as casas de eventos se propõem a seguir os protocolos estipulados pelos órgãos de saúde, utilizando lotação máxima de 50% da capacidade do local, com disponibilidade de álcool em gel, regra de distanciamento mínimo e uso obrigatório de máscara.


Pronampe


As lideranças também relataram ao deputado que um dos clamores mais urgentes do setor é o efetivo funcionamento do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). Segundo Santos e Menezes, os empresários reclamam que estão enfrentando dificuldades de acesso aos recursos previstos pelo programa.

Sergio Peres garantiu atenção às demandas, que serão levadas às instâncias competentes do Poder Executivo Estadual.


Fonte: Jorn. Karine Bertani MTE 9427 | Assembleia Legislativa
Foto: Eder da Costa

Dia do Pesquisador

Nossa homenagem aos cientistas e pesquisadores brasileiros, que mesmo com poucos incentivos e baixos orçamentos, têm apresentado à sociedade um trabalhado de resultados na busca por soluções para a saúde, a agricultura, entre outras áreas. Clique no link  https://bit.ly/2DnDlLt e confira na íntegra a matéria destacada na imagem sobre o estudo desenvolvido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).  

Comunidades da capital reivindicam à CEEE normalização da energia elétrica


A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, presidida pelo deputado Sergio Peres (Republicanos), ouviu hoje (8), em reunião virtual, as comunidades da Rua Mariana, no Bairro Restinga, e do Quilombo dos Machados, que apresentaram reclamações de inconstância no fornecimento de energia elétrica, cobranças abusivas nas contas mensais e pedido de regularização do fornecimento de energia (no caso do Quilombo). As demandas serão encaminhadas pela comissão, através de ofício, à CEEE, Secretaria do Meio Ambiente, Ministério Público e outros órgãos públicos vinculados ao tema.

A solicitação da deputada Luciana Genro (PSOL) reuniu Maria Helena Brum, moradora da Rua Mariana, no Bairro Restinga, em Porto Alegre, que relatou os problemas enfrentados desde 2018 com as constantes quedas de energia elétrica fornecida pela CEEE. Os “apagões” têm início a partir das 18h e são frequentes, conforme informou Maria Helena, que vive nesse local há 50 anos e acompanhou o aumento populacional e mais demanda por energia elétrica. São frequentes, também, a perda de eletrodomésticos e as contas de luz têm custo elevado, em torno de R$ 300 mensais, o que é abusivo para o padrão do grupo habitacional. Disse, ainda, que os cortes de energia tornaram-se mais frequentes agora no período de vigência da pandemia do novo coronavírus. A CEEE refaz a ligação e alega que o transformador não atende a grande demanda, mas não adota procedimentos para resolver o problema. 

A situação da Comunidade 7 de Setembro, Território do Quilombo dos Machados, no Bairro Sarandi, envolve regularização fundiária, assunto que está em curso no Incra mas não alcançou as exigências legais da CEEE para a ligação da energia elétrica no local, conforme informou Luis Rogério Machado. Jamaica, como é conhecido, disse que se trata do quinto quilombo urbano da Capital, que vive em auto-organização e busca a legalização da moradia, e já dispõe posse de laudo histórico e está em encaminhamento o laudo antropológico na justiça federal. As 300 famílias quilombolas estão no local há oito anos e em todo esse período lutam pelo direito à luz e água, o que alcançaram de forma precária e tentam com a CEEE a regularização do fornecimento de energia elétrica, sem sucesso. A empresa alega que são invasores e por isso não dispõem de CEP por falta de regularização na prefeitura. Na pandemia, a comunidade ficou quatro dias sem luz, com grupo de idosos e pessoas com deficiência, além de crianças. 

A vereadora Karen Santos (PSOL), de Porto Alegre, acompanha os dois casos e também se manifestou, explicando os problemas de excesso de carga no gerador da Restinga, que é uma situação de qualificar o fornecimento de energia, e a precariedade enfrentada pelo Quilombo dos Machados, que busca a regularização de sua área original hoje em posse de grupo privado, Walmart. Ela observou que ao pedir ajuda da CCDH, o grupo objetiva assegurar o acesso à energia elétrica, enquanto são providenciados os trâmites legais da área quilombola. Através do Incra, a área tem registro fotográfico, cadastro das famílias e acesso às vias, faltando a ligação da energia elétrica de forma legal e definitiva. Através de parceria com a UFRGS, a comunidade dispõe de acesso à saúde. 

No encaminhamento, a deputada Luciana Genro anunciou que a CCDH, através de ofício, deverá solicitar providências à CEEE, para aumento da capacidade na Rua Mariana e contestação dos altos custos das contas de luz, e para o Quilombo dos Machados, encaminhar também ofício à Secretaria do Meio Ambiente, conforme sugestão do deputado Airton Lima (PL). Sofia Cavedon (PT) e Sérgio Peres propuseram encaminhar também para o Ministério Público. 

Subcomissão vai refazer acervo sobre ditadura militar 

Na reunião ordinária, os deputados aprovaram o requerimento da Ordem do Dia solicitando a criação de Subcomissão para recuperar o conteúdo de documentos sobre denúncias de violação de direitos de pessoas presas, perseguidas e desaparecidos políticos, recebidos pela CCDH, encaminhado pelo deputado Jeferson Fernandes (PT). No prazo de 120, Fernandes e as deputadas Sofia Cavedon (PT) e Luciana Genro (PSOL) deverão ouvir o ex-deputado Antenor Ferrari, primeiro presidente da CCDH, para reconstituir o roteiro por ele deixado, há 40 anos, da trajetória de presos, torturados, perseguidos políticos e seus familiares durante a vigência da ditadura militar no país. Ferrari, em recente depoimento, informou que o acervo deixado na comissão não está mais disponível, o que motivou a formação da subcomissão, destacou o autor do requerimento, Jeferson Fernandes, que objetiva a formação de um acervo na CCDH sobre os crimes cometidos nesse período. 

Relatorias 

Para relatoria foram distribuídas três matérias: PLC 30/2017, da deputada Zilá Breitenbach (PSDB), que acresce artigo à Lei Complementar nº 14.836, de 14 de janeiro de 2016, que dispõe sobre responsabilidade na gestão fiscal do Estado do Rio Grande do Sul, e PL 92/2019, da deputada Kelly Moraes (PTB), que dispõe sobre destinação de vagas de emprego para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, no âmbito do Estado do Rio Grande do Sul, ambos solicitados pelo deputado Airton Lima (PL) para relatoria. O PL 70/2020, do deputado Edegar Pretto (PT), que institui o recebimento de comunicação de violência doméstica e familiar contra a mulher, por intermédio de atendentes em farmácias e outros estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços, em funcionamento durante a vigência do estado de calamidade pública no Estado do Rio Grande do Sul, em decorrência da Covid-19 (novo coronavírus), será relatado pela deputada Luciana Genro (PSOL). 

Presenças
Da reunião desta quarta-feira participaram o presidente, deputado Sergio Peres (Republicanos), o vice-presidente, deputado Airton Lima (PL), as deputadas Sofia Cavedon (PT), Kelly Moraes (PTB), e Luciana Genro (PSOL), e os deputados Mateus Wesp (PSDB), Gaúcho da Geral (PSD), Issur Koch (PP) e Jeferson Fernandes (PT).


Fonte: Agência de Notícias da Assembleia Legislativa do RS